A maioria da população é católica em Maringá e região, mas os casamentos celebrados pela Igreja representam 23% do total das uniões civis. Os padres das 52 paróquias dos 27 municípios abrangidos pela Arquidiocese de Maringá celebraram 1.122 casamentos em 2008 – dados mais recentes disponíveis, enviados ao Vaticano. Em igual período, foram firmadas 4.825 uniões civis, segundo o Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O porta-voz da arquidiocese, padre Orivaldo Robles, acredita que o avanço das igrejas evangélicas e a mudança de comportamento de quem se declara católico contribuem para o afastamento, até para a cerimônia de casamento, da religião fundada pelo apóstolo Pedro.
Para o juiz de paz Silvio Lima, do 1º Registro Civil de Maringá, outra explicação está no estado civil dos noivos. “Hoje muita gente está se casando pela segunda vez. Para efeito de registro civil não há problema, mas no caso do religioso é diferente. As igrejas evangélicas são menos burocráticas quanto a isso”, diz, lembrando que sob a benção da Igreja Católica, um segundo casamento só pode ser celebrado se o primeiro for anulado pelo Tribunal Eclesiástico.
Segundo os dados do IBGE, o perfil dos noivos mudou na cidade, com o crescimento porcentual de pessoas divorciadas e viúvas se casando novamente. Em 2008, do total de 2.644 casamentos civis em Maringá, 2.057 foi entre solteiros, representando 77,7%. Já em 2003, os casamentos entre solteiros na cidade correspondiam a 82,7% – de 1.866 casamentos, 1.544 foram entre casais solteiros.
Em 2003, as noivas maringaenses entre 20 e 24 anos tinham ampla vantagem, presentes em 38% das uniões. Em 2008, essa participação caiu para 30,7%, enquanto que o número de mulheres entre 25 e 29 subiu para 27,3%, ante os 22,3% registrados em 2003. Entre os homens, a mudança mais brusca também foi na faixa entre 20 e 24 anos. Em 2003, 30,4% dos noivos tinham essa idade, presença reduzida para 24,6% em 2008.
Fonte: O Diario do Norte Paraná
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